10 novas bandas brasileiras que você não pode deixar de conhecer

Publicado por iRadio em Musica

Publicado em 02 de abril, 2015 | Nenhum Comentário

O texto abaixo foi retirado em sua íntegra do site Cifra Club

Há anos ouvimos grande parte das pessoas reclamando que não há música brasileira boa e de qualidade, levando em consideração o conjunto de letra, harmonia e arranjos. Se prendem às músicas antigas – que sim, podem e devem continuar sendo ouvidas – dos artistas que, infelizmente, jazem. Entretanto, estão perdendo a excelente oportunidade de conhecer a nova fase do cenário musical brasileiro.

Eles chegaram para quebrar conceitos, fazer música para a cabeça e não para o pé, nos embriagar com suas melodias, pois assim como nós, também estão cansados do ócio cultural que nos abraçou por anos. Artistas corajosos, independentes, originais, conceituais, vorazes, elétricos, imprevisíveis entre outras qualidades, que você e todos nós, amantes de música, deveríamos dar uma oportunidade para conhecê-los. Então, a seguir estão listadas as 10 novas bandas brasileiras que você deveria conhecer. Prepara-se para ser surpreendido!
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Absinto Muito

Tão forte quanto a bebida, Absinto Muito é uma banda de rock nacional que busca influências no blues e no rock clássico dos anos 60/70. Rebeldes como todo rockeiro, já fizeram um show gratuito na rua, no dia mundial do rock, e o mais inusitado foi que não pediram permissão para embriagar os ouvintes com suas melodias.

Após gravarem seu primeiro CD, batizado com o nome da banda “Absinto Muito” (2009), começaram a divulgá-lo em 2010 fazendo com que várias pessoas tornassem-se dependentes do sabor de sua sonoridade. Foram gradativamente ganhando prêmios, como no FunMusic, que venceram, após confirmação de favoritismo, com a primeira colocação. Foram avaliados por jurados renomados como Juca Novaes, Kid Vinil, Sonekka e Carlos Rennó, que foram unânimes na decisão para que garantissem o prêmio. No Concurso Vintage Time, se classificaram em terceiro lugar, com a indicação para “melhor baterista”, e através dessa colocação foi convidada para tocar na Expomusic 2011. Venceu o Medstock-UFMG e, em seguida, venceu a etapa mineira do Festival Nacional Coletânea de Bandas e do Festival Combustível, ambos como representantes de Minas Gerais. Tiveram tamanha repercussão que foram tocar em 2012 na lendária casa de shows de rock Circo Voador, e no ano seguinte, no Festival de Inverno em Sete Lagoas. Em 2013 lançaram “A Banda Morre“, e seguem fazendo shows e deixando os embriagados ansiosos por um novo álbum para desfrutarem da primeira à ultima gota.

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Os quatro amigos e integrantes do Apanhador Só são de Porto Alegre (RS), e a atual formação é composta por Alexandre, Felipe, Fernão e André.
Irreverentes por terem arranjos muito bem cuidados, letras que soam como poesia, melodias ricas, percussões distintas que se contrapõem com o baixo, duas guitarras e bateria; resultam em um som delicado e distinto do que escutamos recentemente.

A característica mais marcante da banda é a coragem. Não tiveram medo de entrarem no cenário musical, sendo que o som que produzem era algo que, querendo ou  não, seria inovador. Não tiveram medo de diversificar suas composições de um CD para outro, pois pode-se ver uma mudança temática, as canções que em outrora eram líricas, românticas, progrediram para uma vertente social, politica e mais posicionada. O quarteto se permite ousar, transmutar, e transitar entre melodias pesadas e outras mais calmas quando quiserem, e com maestria.

Ano passado foram indicados na categoria Melhor Arte, pela capa de “Antes que Tu Conte Outra“, no Grammy Latino. Fizeram show no México, mas assim que voltaram, já tinham data para retornarem, pois dividiram no dia 13 de março, o palco com Robert Plant, Interpol, Happy Mondays e The Special, entre outras bandas, no grande festival Vive Latino 2015, que é realizado na capital mexicana; e eles foram a única banda brasileira que nos representaram.

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Dibigode já tocou com artistas renomados e importantes do cenário musical nacional, assim como: Décio Ramos (Uakti), Fernando Catatau (Cidadão Instigado) e B-Negão (Planet Hemp). Já compartilharam o palco com Caetano Veloso, Os Paralamas do Sucesso, Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Gal Costa, Ed Motta e Criolo. Só de citar essas fontes já percebemos que essa banda apareceu para se fixar e se destacar no cenário musical.

Formaram-se em 2007, em Belo Horizonte (MG), com músicas ora lúdicas, ora introspectivas, que surpreendem os ouvintes, com timbres inusitados, ritmos e a sonoridade. Esta banda, que é uma junção de cinco amigos, foi tomada como uma que poderia ser um destaque na nova geração da música instrumental brasileira.

O quinteto se apresenta ao vivo, e são extremamente intensos, tanto que já se apresentaram em importantes festivais como Leblon Jazz Festival, Natura Musical, Savassi Jazz Festival, Feira da Música de Fortaleza, Bananada e INHOTIM. Vêm recebendo cada vez mais reconhecimento, e nada mais merecido que ser a banda instrumental mais votada do Brasil no Festival Conexão Vivo, e por ter tamanho talento, poder realizar uma turnê de um mês nos EUA em 2013, onde passaram por seis cidades diferentes realizando shows em casas noturnas da cena independente.

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Dom Pepo

Após se esbarrem nos corredores do prédio da faculdade, reunirem os mais diversos instrumentos musicais como: sanfona, sintonizador, cavaquinho, guitarra elétrica e choro; nasceu Dom Pepo. Banda que diz não se limitar e priorizar a diversidade do gênero musical, transmutando entre soul, rock, MPB e psicodélica.

Conseguiram destaque no cenário musical após a época das manifestações em 2013, pois realizaram vários shows ao redor de um viaduto em Belo Horizonte, assim conquistando apreciadores de suas composições e sonoridade. Luiz Gabriel Lopez, integrante da banda “Graveola e o Lixo Polifônico”, estava presente em um desses shows e os convidaram para gravarem um disco independente, e assim surgiu “Mu“. Em 2014 a banda começou a receber a recompensa de tanta dedicação e esforço, o reconhecimento de seu trabalho com a canção “A Cidade“, composta por João Vitor Rocha, André de Freitas e Max Teixeira Lehmann, ganhou o prêmio de melhor canção do Festival Musical Botucanto, que é realizado anualmente na cidade de São Paulo. A banda está se empenhando para lançar um novo disco em 2015 que deverá ser gravado na Bahia ou no Rio de Janeiro.

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Graveola e o Lixo Polifônico

Cruzando as fronteiras entre Brasil e Lisboa, Graveola e o Lixo Polifônico vem agradando cada vez mais um maior número de pessoas, e pretendem ultrapassar as barreiras da língua.

Fazer shows fora das terras brasileiras foi algo que surgiu espontaneamente, pois tiveram um convite que os permitiram ir à Europa, e participaram de um festival que ocorreu em Bolonha. E, através de amigos, começaram a produção musical e a movimentação da ponte entre Lisboa e Belo Horizonte. Em 2011 fizeram uma turnê por 12 cidades portuguesas, e tocaram no “Festival Músicas do Mundo”.

Defendem o lema que nasceram e morrerão independentes e autônomos, espalhando a mistura de belas vozes, trompete, teclado, escaleta, cavaco e guitarra, que resultou até então em 4 discos, sendo eles: “Graveola e o Lixo Polifônico” (2008) , “Um e Meio” (2010), “Eu Preciso de Um Liquidificador” (2011), “Vozes Invisiveis (ou 2 e 1/2)” (2014). Suas composições favoritas pelo publico são “Amaciar Dureza“, “Antes do Azul (papará)“ e “Insensatez: a mulher que fez“.

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Lupe de Lupe
Três compositores que cantam respectivamente suas canções, ou seja, três estilos diferentes. Jovens que se reuniam apenas para ensaiar, por hobby, logo se tornaram a banda Lupe de Lupe. Da garagem, das folhas de rascunhos, saíram e desbravaram o mundo; e por esse esforço, fizeram vários shows em diferentes cidades.

Em 2010 e 2011 ganharam muita visibilidade, pois lançaram os clips de “A Escrava Isaura” e “Para Viver Um Grande Amor“, e, logo após, a crítica independente elogiou o conceito das composições e arranjos de “Recreio“. Após a felicidade pelos elogios da crítica, puderam ficar ainda mais felizes, pois este EP foi listado em inúmeras listas de fim do ano como um dos melhores lançamentos, e os levaram a participar da reta final do concurso HIT BB, que levava uma banda independente ao “Planeta Terra”.

Logo após as primeiras experiências da banda, receberam o convite do selo Coletivo Popfuzz, de Maceió, para o lançamento do novo disco. Passaram por uma dificuldade até encontrarem um baterista definitivo, até que Cícero resolveu tomar o posto e deixou a vaga de guitarrista e compositor para Gustavo Scholz. A alteração na formação da banda resultou a  formação da banda, logo resultou na alteração na forma de fazer música. Causando muitos rumores na critica, agradando os fãs e até mesmo os que não conheciam a banda, a canção “Há Algo de Podre no Reino de Minas Gerais“, ganhou destaque por ser criativa e por sua letra. A partir desta canção, a banda se tornou uma banda 8 ou 80, ou você gosta ou não.

Suas novas composições, como ”Sal Grosso“, trouxeram novamente guitarras altas e letras extremamente sinceras. E para a surpresa dos admirados da Legião Urbana, iniciaram o ano de 2013 com o videoclipe da canção “Por Enquanto“. Logo após, no decorrer dos meses, realizaram uma miniturnê, e seguem planejando lançar clipes, EPs, CDs, pois querem mostrar que sabem fazer o que estão fazer de melhor, inovar e ganhar destaque no meio musical.

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Selvagens à Procura de Lei

Selvagens à Procura de Lei são de Fortaleza (CE) e foram apontados como a banda que salvaria a atual situação do rock nacional. Citados e elogiados publicamente por Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Tico Santa Cruz (Detonautas) e Dado Villa Lobos (Legião Urbana), eles não vêm desapontando o cenário musical.

Trouxeram em suas composições musicais diferentes temáticas, como amor e relacionamentos em “Despedida“, “Música de Amor Número Um“,”Lado C” e “Aprendendo a Mentir“, o sucessor ganhou o nome da banda, “Selvagens à Procura de Lei“, e o próximo está previsto para ser lançado nos próximos meses, já intitulado “Praieiro”. Para conseguirem produzir o novo disco pediram ajuda aos fãs que se nomeiam “mucambos” para contribuírem através do sistema Catarse. Precisavam de 35 mil reais para locomoção, remasterização, profissionais, estúdio, equipamentos, mas movidos pela vontade voraz do público de ouvir as novas canções, ultrapassaram o valor estipulado e arrecadaram R$ 44.350 e teve 401 mucambos apoiando o novo disco. Agora só nos resta devorar os discos antigos enquanto aguardamos o novo disco e o clip da música “Despedida“.

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Supercombo

Com letras e melodias imprevisíveis, clipes elogiados pelos fãs, e uma combinação de distintos estilos, influências musicais e histórias, surgiu Supercombo, em Vitória (ES). Possuem sete anos de trajetória, mas a formação da banda foi se alterando até se consolidar em São Paulo.

Cantando com originalidade e personalidade, tocando com espontaneidade e qualidade as autorias e melodias diferentes das que ouvimos recentemente, vêm transmitindo um novo conceito e proposta da linguagem para a apreciação dos jovens dessa nova geração.

O primeiro single, ”Piloto Automático“, foi  e continua sendo um sucesso nas rádios segmentadas do Brasil, e chegou a ser uma entre as 15 mais tocadas, disparou no número de downloads, visualizações no YouTube, vendas no iTunes, e foi a quarta música mais compartilhada no Spotify. Possuem três CDs que todo mundo tem de ouvir até ficar arranhado, são eles:  Festa? (2008), Sal Grosso (2011) e Amianto (2014).
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Tópaz

Tópaz conquistou muitos ouvintes por essa razão, e além do mais, suas composições inspiram e transpiram verdade e motivação que podem ser observados nos 4 discos da banda, sendo eles, “Outra Direção“, “Terceiro“, “Onze Nós” e “Nós Somos os Piores“.

Com participações em diversos festivais como: Planeta Atlântida, Atlântida Festival, Mundo Livre Festival, Grito Rock e Feira da Música de Fortaleza 2011, com clipes sendo televisionados nas emissoras de TV, vêm ganhando seu espaço entre as novas bandas brasileiras.

Lucas Silveira, integrante da banda Fresno, amigo e conterrâneo, vem colaborando desde o início dos álbuns; mas principalmente agora, pois em dezembro de 2014 o vocalista Chris Möller sofreu um acidente de moto. Chris Möller está no processo de reabilitação, e precisará de tratamentos que incluem fisioterapia e cirurgias. Para conseguirem verba para ajudarem o integrante da banda, os demais integrantes, em conjunto com amigos, resolveram lançar um EP que pode ser comprado no site oficial. Além da participação de Lucas Silveira, neste EP participarão  Pedro Ramos (Supercombo), Thedy Correa (Nenhum de Nós), Rodrigo Costa (Forfun) e Uyara Torrente (A Banda Mais Bonita da Cidade). Agora nos resta curtir as músicas antigas, o EP, e aguardar o vocalista se restabelecer para continuar nos encantando com a leveza dessa banda que tem tudo para prosperar.

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Vivendo do Ócio

O quarteto de amigos diz ser mais que uma banda, são uma família roqueira  nomeada Vivendo do Ócio.  Saíram de Brasília e foram para São Paulo, garantiram a vitória no concurso “GAS SOUND 2008″, e logo após ganharam destaque, tanto que conseguiram assinar um contrato com a gravadora independente DeckDisk. Desde então, a banda não parou de produzir, e já lançaram três álbuns de estúdio, sendo eles “Teorias de Um Amor Moderno” (2008), “Nem Sempre Tão Normal” (2009) e “O Pensamento É Um Imã” (2012).

Em 2009 garantiram vários prêmios como “Artista Local” do jornal “A Tarde”, de Salvador; ”Aposta do Ano”, do VMB 2009, na categoria Aposta MTV, concorrendo com Black Drawing Chalks, Emicida, Holger e Mickey Gang. Também marcaram presença em vários festivais, como “Festival de Verão de Salvador”, “Abril Pro Rock”, “Oi Noites Cariocas” (no qual abriu o show pra banda Jota Quest), “Festival Concha Acústica do Teatro Castro Alves”, em Salvador, abrindo desta vez o show pra Nação Zumbi, “Gas Street Festival”, “Goiânia Noise”, e foram a atração do prêmio “Video Music Brazil 2009″, da MTV.

Todos os discos tiveram uma boa recepção do público, e com o passar do tempo foram conquistando fãs, e as músicas “Radioatividade” e “Nostalgia” estão sempre na ponta da língua de todos que vão a shows e apresentações.

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