Taylor Swift acerta ao dar novos rumos à sua carreira em “1989″

Publicado por iRadio em Musica

Publicado em 19 de dezembro, 2014 | Nenhum Comentário

O texto abaixo foi retirado em sua íntegra do site Cifra Club

Com seus recém-completados 25 anos, Taylor Swift já possui méritos em sua carreira de dar inveja a alguns veteranos. Nascida na cidade de Reading, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a loira começou sua carreira em meados dos anos 2000, quando há muito tempo já não se via uma jovem compositora conquistando tamanha popularidade na música country pop como ela. Essa bem sucedida trajetória deu novos rumos para a carreira da artista. O mundo pop soube se aproveitar de Taylor Swift e Taylor vem se mostrando esperta o suficiente para se aproveitar do mundo pop também.

“1989″ é o primeiro disco definido como oficialmente pop da carreira de Taylor. No entanto, qualquer conhecedor do som de Nashville diria que a estrela já havia deixado o country há muito tempo. Em seu último disco, “Red”, de 2012, Taylor lançou canções como “I Knew You Were Trouble” e “We Are Never Getting Back Together”, que deixavam claro seu interesse em tornar seu som mais pop e menos country. Apesar disso, o trabalho ainda trazia diversas influências das raízes de Taylor, com a qual ainda não se conseguia definir os rumos da carreira da loira

Sagaz como poucos, Taylor decidiu em seu novo trabalho surpreender e aproveitar o que deu certo em seu último disco. Decidiu se jogar de vez nos braços da chamada “música pop” e deixar de lado, pelo menos por enquanto, seu conhecido violão. Para deixar claro sua sagacidade, a loira foi buscar inspiração no som pop produzido na década de 80, que foi quando a cena ganhou ainda mais força nas paradas. Graças a essa inspiração ela chamou o disco de “1989″, ano de seu nascimento. Apesar de não ter vivido a década (Taylor nasceu em dezembro daquele ano), a cantora soube buscar suas inspirações e dosar o que foi produzido naquela década para compor seu novo trabalho.

O resultado foi uma mistura de som pop oitentista no maior estilo Debbie Gibson e Tiffany, com o que a de mais atual nas paradas musicais. Logo na abertura do disco, Taylor lança mão de sintetizadores na faixa “Welcome To New York”, instrumento muito popular nas músicas pop dos anos 80, para deixar clara a influência da década em seu trabalho. A sequência, no entanto, deixa espaço para algumas faixas que possam soar mais agradáveis para o público não muito familiarizado com o som da época. “Blank Space” e “Bad Blood”, por exemplo, se mostram mais compatíveis com o som de outras estrelas pop que dominam as paradas nos dias de hoje. “1989” tem sido definido como uma grande inovação, mas essa grande mudança só se aplica pois estamos de Taylor Swift. O disco pode parecer algo inédito na carreira de Swift, mas algumas canções poderiam integrar o repertório de outras artistas, como Lorde, Katy Perry ou até mesmo Lana Del Rey (como em “Wildest Dreams”) e passar completamente despercebido.

O grande diferencial do som de “1989”, na realidade, não é ser o primeiro álbum pop da cantora e sim o primeiro disco homogeneamente pop de sua carreira. A grande mudança no trabalho, no entanto, não é a sonoridade, e sim a ausência das conhecidas formas de composições de Swift. A jovem sempre se destacou de outras cantoras atuais por sua habilidade em transformar suas vivências pessoais em canções com que qualquer jovem de seus 20 poucos anos se identifique. Em “1989”, apesar disso, a maioria das letras possuem uma narrativa mais imprecisa, sem que se consiga identificar quem está cantando sobre ela. Essa é a primeira vez que a musicalidade do disco chame mais atenção que as letras da cantora, o que pode representar uma perda para o disco, pois as composições sempre foram um ponto forte de sua carreira.

Essa ausência do estilo Taylor de compor foi a principal mudança do disco, que fecha uma etapa da carreira de Swift, que mostra parecer seguir passos diferentes agora dos que a consagraram. Trazer algo de diferente para dentro de sua carreira e ainda agradar seus fiéis fãs é uma grande dificuldade de mundo pop, e Taylor tem mostrado sua habilidade em conseguir esse feito. A mudança aconteceu, mas não foi tão brusca a ponto de fazer com que o disco perdesse a identidade da artista. Ela ainda é Taylor Swift, mas um pouco menos pessoal. As divas pop que se cuidem.

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